quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Às minhas EXs, muito obrigado...

É muito egoísmo achar que somos suficientemente perfeitos a ponto de ficar com alguém a qualquer custo. Achar que não importa o que o outro pense, o importante é ficar com essa pessoa. Até que ponto vale tudo isso?

É estranho como as pessoas se comportam nos términos dos relacionamentos. Um querendo voltar a qualquer custo e o outro preocupado com o sofrimento do outro.

Se ninguém é responsável pela felicidade do outro, muito menos deve ser pelo sofrimento. Acabou?! ACABOU! Keep walking. Até um pé na bunda põe a gente pra frente.

Qual é a necessidade de querer essa pessoa a qualquer custo? Só falta-me dizer que é porque sem ela você não vive.  Querer ficar com alguém a qualquer custo sem importar o motivo chama-se obsessão. Às vezes é ela que paga a suas contas, às vezes é quem cuida do seu gato, cachorro, periquito, sei lá. Não importa o motivo. Mas sem, é pura obsessão.

Uma coisa que ninguém faz ao terminar um relacionamento é auto se avaliar e observar os pontos positivos e negativos da relação. É lógico que toda relação tem pontos positivos e negativos, mas é de acordo com o seu interesse e em que refletem na sua vida e objetivos que vão ser pesados. Aí vem o caso: A pessoa termina com você e os pontos negativos sobressaem os positivos. Essa pessoa te fez foi um favor. Ela te poupou todo o trabalho do término da relação. Mas infelizmente nós não fomos e nem somos educados a lidar com as perdas, e praquele que é a parte afetada do término, é um grande transtorno, mesmo sendo o término uma vantagem.

Eu acordo todo dia pensando em ficar rico, que algumas pessoas do meu trabalho fiquem menos chatas, que não tenha trânsito, que o elevador esteja no meu andar quando eu vou sair de casa, como um monte de outras coisas. E sabe o que acontece? Eu ainda não sou rico, as pessoas continuam chatas, o trânsito continua infernal e o elevador, nunca tá no meu andar. O que isso significa? Isso tudo são “nãos” que recebemos todos os dias.

Mas a vida do povo é reclamar e querer que tudo dê certo. Tem gente que reclama tanto que, em meia hora de conversa contando a vida desgraçada que ele tem, já acaba com seu dia. Mas fazer o que? Vai ficar reclamando ou vai tomar um rumo na vida? Tem gente que foca no problema, outros na solução. Nos relacionamentos também é assim.

As pessoas tem que entender que, pra um ganhar o outro tem que perder. Não existe empate em términos de relacionamento. E que tudo isso também é um ponto de vista. Até que ponto você está perdendo ou ganhando?

Agora eu pergunto: Quantos relacionamentos você já teve? Com quais critérios você avalia a relação pra saber que esse é o melhor pra você? Vou contar duas coisas que tem muita gente que ainda não sabe. Primeira: NÓS NÃO SOMOS PERFEITOS! E por achar que somos ou que tudo tem que dar certo, perdemos a oportunidade conhecer alguém melhor.

Segundo: A GENTE ACOSTUMA COM COISA RUIM. Sim, tem gente que fica tão acostumado com coisa ruim que, quando é pra melhorar de vida ela não quer.

Quer ver como a gente acostuma com coisa ruim?! Além de política e futebol, que são coisas ruins que já estamos acostumados, todos já nos relacionamos com alguém e, em algum momento passou pela cabeça o término da relação. Nesse momento, começamos a nos auto sabotar e a pensar mais no outro que em nós mesmos. Nós visualizamos a da dor do outro, o sofrimento do término da relação, e com isso nós não terminamos. Continuamos na relação ruim e acabamos nos acomodando. Às vezes até nós mesmos não queremos sair da relação para não sofrer, e/ou até buscamos justificativas para permanecer no relacionamento como “ah, ela é uma boa mãe pros meu filho”, “ela é companheira”, “ela limpa peixe”... rsrs. Mas tudo isso é fuga. É acostumar com o ruim. É evitar e não aceitar que algo melhor está por vir.

Nós não temos que ter dó de ninguém. Quer fazer uma boa ação? Vá fazer algum trabalho voluntário. Ajude o próximo. Eu não quero que ninguém fique comigo por puro capricho meu e muito menos por dó. Isso pra mim é não gostar de você mesmo. Abrir mão da própria felicidade pra satisfazer o próximo é o mesmo que ser infeliz.

Mas tem gente que consegue. Tem gente que, de tanto o outro insistir em voltar, acaba cedendo. Além de abrir mão da própria felicidade, vai iludir o outro com a volta. Isso é uma coisa absurda. Ficar com alguém por misericórdia é causar duas infelicidades. Uma por não ter o que se deseja, a outra porque você está impedindo a outra pessoa de ser feliz. Nós não somos responsáveis pela felicidade dos outros, mas somos extremamente influenciadores da infelicidade.

É necessário entender que ficar com alguém por dó é falta de amor, consigo e pelo próximo. É não permitir que o outro seja feliz. É não permitir que você mesmo(a) seja feliz.

Amar com a condição (e, muitas vezes, obrigação) de estar junto, não é amar, é ser hipócrita e egoísta.

Demonstrar que gosta de alguém é aceitar que o que faz alguém feliz são os próprios sonhos e desejos. Então deixe ser feliz. Permita que a(o) outra(o) seja feliz com outra pessoa, já que o término é inevitável.

Tem gente que fica preocupado em saber que (a)o “ex” estará com outra pessoa, que tudo que “eu” fiz ou passei com fulano outra pessoa vai poder passar. O amor que eu demonstrei foi em vão, que vai ter outro dormindo na “nossa” cama. Tem gente que pensa essas merdas todas como também os que não querem aceitar que já tivemos experiências anteriores.

É muita petulância de alguém achar que eu vou ser só dela. Na nossa vida temos amigos, família, filhos. Só nisso já tá implícito que é impossível alguém ser de uma pessoa somente. E porque não viver e amar nossa(o) companheira(o) assim como as(os) “EX”?! Imagine você, com o potencial de amar verdadeiramente todas as pessoas que encontramos pela vida, com a gratidão da experiência que tiveram, e principalmente, pela oportunidade que ela(e) te deu de amar novamente.

Só que infelizmente as pessoas ainda não descobriram que o amor está em quem pratica, e não em quem recebe.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Sex on the head...

O imediatismo tem tomado conta de nossas vidas, e o prazer/felicidade imediato não permite que busquemos o autoconhecimento. As pessoas têm vivido de maneira “ah, foi muito bom. Vivamos não importa como. Não quero entender nada... vamos viver.”. Nada melhor que viver a vida intensamente, mas nada pior do que não entender o que se se vive.

É muito comum ouvir as pessoas reclamarem do que não entendem. “Nossa, era tão bom o relacionamento. Não sei por que tudo acabou”, “Vivi loucuras no final de semana, mas ele(a) não me ligou mais...” ou até “não sei porque ele não assume o relacionamento”,  e a clássica “ele conseguiu o que queria e desapareceu”.

Existem pessoas que vivem de uma maneira mais instintiva que outras, e por isso a necessidade do sexo é mais transparente. Não que seja pura libertinagem, mas existe uma entrega maior ao sexo, porém não compreende isso como necessidade fisiológica. Às vezes vive em busca de um amor pra vida toda, mas não deixa de fazer sexo por causa disso. A ilusão começa quando se mistura a necessidade fisiológica com a busca do “amor pra vida toda”.

Imagine a situação: Você faminto, alguém te leva pra jantar num restaurante bom, a “comida” que você ganha é excelente. Inconscientemente, o prazer da saciedade fica atribuído àquele que proporcionou o “matar a fome”.  A confusão psicológica inicia neste momento, onde é sexo vai parar na cabeça.

O sexo é uma necessidade fisiológica tão importante quanto comer, beber e dormir. A falta dele gera a necessidade da busca.  Há casos de pessoas que mantém relacionamentos paralelos a fim de satisfazer essa necessidade, como no comentário abaixo:

“Em uma situação semelhante, jurava que meu PA era meu amor pra vida toda. Tínhamos um sexo muito bom, ele era uma pessoa ótima, e um "relacionamento" sem as coisas chatas, tais como ciúmes, cobranças, etc... mas não sei qual era o medo do cara, se era relacionamento, se era ser um PA, se era ser um objeto, um amigo. Tudo se misturou e confundiu. Eu podia estar enganada. Ou certa. Era um amor pra vida toda, sabendo que foi eterno enquanto durou. E foram mais de 7 anos.”

Não há como analisar a relação somente com o parágrafo acima. Para tudo na vida, é preciso conhecer os fatos e as atitudes que antecedem os fatos, mas friamente falando, um relacionamento sem as coisas chatas não é um relacionamento. É só sexo mesmo. E sendo só sexo, só prova que sexo é fisiológico e que, ficar com alguém é uma questão de escolha, pois é com essa que iremos conviver com as “coisas chatas”. Tanto homens e mulheres podem passar pela situação acima. O importante é se autoconhecer para entender os “porquês” desse tipo de envolvimento e não ficar confuso na história.

Porém, existe ainda outro tipo de confusão psicológica que acontece geralmente com as mulheres. O sexo acontece como fator coadjuvante para sustentar a carência afetiva.
De maneira instintiva/inconsciente, os homens buscam o sexo pela necessidade fisiológica. Promiscuamente falando, ninguém entra num triangulo amoroso se não tiver sexo envolvido. Se for só pra bater papo um psicólogo resolveria o problema. Com as mulheres (não generalizando), existe uma necessidade de se envolver psicologicamente para justificar o sexo, e em outros casos, o sexo só existe pra justificar ligação psicológica criada.

Um relacionamento desestruturado favorece um desequilíbrio mútuo. As mulheres param de se interessar sexualmente por “n” motivos (estes que não vêm ao caso) e instintivamente, os homens (não generalizando também) traem pela falta de sexo. Na impede que o oposto aconteça, mas neste tipo de situação, geralmente é a mulher que busca algo fora do relacionamento para satisfazer uma necessidade afetiva, e a atração (sexual) inicia quando nasce algum vínculo emotivo. Há casos onde alguns dizem se apaixonar facilmente, porém, não é que se apaixonam fácil, apenas suprem uma necessidade. Neste ponto o imediatismo consome o necessitado, e quanto mais fácil é o acesso para suprir isso, mais viciante se torna. Às vezes isso é causado até pela falta de amizade na relação, da mesma maneira que também pode ser causada pelo excesso dela.

Nem todos tem a paciência de compreender o que está acontecendo, e por isso há a fuga pelo prazer imediato, sendo ele sexual ou emocional. Viver a vida intensamente é ótimo, mas é fundamental conhecer nossas emoções para compreender onde ela está nos levando.

Não existe uma fórmula para autoconhecimento. Se nós somos frutos de nossas experiências, o que vale é aprender com elas... Mas é aprender e colocar em prática!!!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

“Tudo é dor. E toda dor vem do desejo de não sentirmos dor”...

Sim, tudo é dor . Não querer sofrer já é sofrer. E muita das vezes o processo da busca pelo não sofrer dói mais que passar pela situação que possivelmente causaria a dor a ser evitada. Confuso?! Ok.

As pessoas estão sempre preocupadas em não sofrer. Estão sempre buscando subterfúgios a fim de esconder a realidade.  É o mesmo que mentir pra você mesmo.  Como se “não sofrer” fosse a solução pra todos os problemas. Acontece que quando a realidade aparece, ela nos mostra um mundo que temos evitado. E às vezes o choque pode ser grande.

Outro dia li uma matéria que falava sobre a infelicidade no casamento e de pessoas que tentam a todo custo mantê-lo. Existem inúmeras situações que influenciam tais comportamentos como influência dos pais e/ou sociedade, "preconceito" de ser solteira (o) ou separada (o), por causa dos filhos, etc.

Manter um casamento/relacionamento pra mostrar pros outros e porque você tem "preconceito" de ser solteira (o)  é viver a pior das  infelicidades. Viver à custa da felicidade dos outros e da sociedade é realmente muito triste. Você passa a seguir padrões hipócritas. É querer aparecer bonito na fita. É parecer “ser”. Já não e tão fácil “Ser feliz”, mas “PARECER ser feliz” é mais complicado ainda. É mentir pra você mesmo e se autoconvencer que isso é verdade. Isso se chama mascarar a realidade.

Começa a complicar as coisas quando as pessoas mantém o casamento porque será melhor para os filhos. Se perguntarem a qualquer pai/mãe o que deseja para o filho, a resposta imediata é: “que ele seja feliz”. Mas se nós como pais e responsáveis pela educação, não seria correto ensinar-lhe o que realmente é ser feliz? Se sim, então não acha que a melhor maneira de ensinar seria dando o exemplo?! Ou você quer mostrar pro seu filho que a melhor maneira de ser feliz é fingir ser feliz? Que para ser feliz é necessário viver á “felicidade” da sociedade? Que é viver padrões que não são padrões? 

Ou será que você mantém um casamento só pra “você” ser feliz? Se a saída for essa, é uma pena.  Você pode muito bem querer viver com outra pessoa a qualquer custo, porém é muito egoísmo manter tudo isso só pra sua felicidade.  É muita loucura achar que alguém vai te fazer feliz. E assumir a responsabilidade de fazer outra pessoa feliz é outra loucura! As pessoas são felizes por desejos e sonhos que as realiza.

E ainda tem situações em que, ou a pessoa quer ficar presa a algum dogma, ou que esconde/proíbe a (o) outra (a) de conhecer o mundo.  Em momentos de dificuldade, fraqueza e, talvez, desespero, é que as pessoas se agarram mesmo em alguma crença. Mas da mesma maneira que é viver à custa da felicidade da sociedade, utilizar a religião como fuga é o mesmo que proibir alguém de viver o mundo, porém, no primeiro caso você foge do conhecimento, e no segundo você proíbe o conhecimento.

Mas por que conhecimento? Porque conhecimento liberta. Principalmente o autoconhecimento. Quando nos autoconhecemos nos libertamos daquilo que não queremos e focando naquilo que buscamos. Só assim é possível enxergar o mundo como ele é e as pessoas como elas realmente são.  

Mas isso não é garantia de nada, e nem de tudo.  Para aceitar as nossas escolhas é necessário também autoconhecimento. Eu conheço pessoas que se conhecem tão bem que são capazes de escolher viver a necessidade da sociedade. E elas estão bem com isso. Mas cada um sabe a dor e a delícia de ser aquilo que é.

Enfim, o ideal é que as pessoas encontrem alguém que consiga extrair o seu potencial para buscar a própria felicidade, que faça você se autoconhecer, aí sim você conseguirá ser feliz com alguém, pois se já é feliz por si próprio, só resta a você acrescentar e ser acrescentado.
Partindo do pressuposto que a felicidade é como o amor, é algo a ser vivido, então a felicidade também é algo a ser praticado.  Se é fácil? Não. Não é. Mas ao contrário do prazer momentâneo que gera um vazio, viver a própria felicidade gera um prazer que é perene e preenche. 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

No cerne da Psico-sociedade...

E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”

O autoconhecimento permite você se inserir nas sociedades de maneira flexível, onde criamos um personagem adaptado a cada situação. E isso é muito válido. Isso é ser sociável. Mas às vezes a falta de autoconhecimento nos leva a percorrer caminhos e jornadas que molda em nossa personalidade um personagem, sendo este o seu “eu” para a sociedade. Isso se torna um problema quando tudo que se tem é esse personagem. Esse falso “eu”.

Eu nunca vi algum tipo de sociedade (independente de qual seja ela) que favorecesse seus membros a buscar a liberdade e/ou buscar autoconhecimento. A sociedade institui normas e comportamentos para nos manipular de forma implícita e silenciosa, para continuarmos ser passivos a ela. As instituições estabelecem um modo de pensar que impera como norma ou uniformidade de opiniões, sentimentos, pensamentos, etc. Mas por quê?! Simples: Quanto mais precisarmos de aprovação da sociedade, mais estaremos nas mãos dela. Conhecimento liberta. Inclusive da própria sociedade.

Qualquer comportamento que vá em direção da independência, da auto-aprovação ou da coragem de decidir, gera antipatia por partes daqueles que seguem os “padrões”, estes que às vezes nem mesmo são padrões. Ou seja, caminhar e criar novas atitudes (saudáveis ou não) em direção de interesses próprios não é bem visto por aqueles que nos controlam, e com o intuito de manter o controle, nossas ações são tachadas na maioria das vezes de egoístas e frias.

Deixar os outros conduzirem nosso jeito de sentir, pensar e agir é permitir sermos manipulados. É permitir que nossos valores resida neles. E quando não conseguimos a aprovação de que tanto procuramos, nós perdemos a direção, nos sentimos um “nada”, emocional ou moralmente sem valor.

Há quem diz ser livre e independente, mas só o autoconhecimento lhe dirá se esse é ou não o seu personagem.  Mas nunca é tarde para melhorar.  O melhor sempre está por vir.

Mas e aí: Seguir ou não seguir padrões?! Isso é uma questão individual. Depende do que você quer da vida e do que quer ser na vida. Há quem goste de viver a vida dos outros como também quem goste de ter a vida baseada em padrões. A questão é o autoconhecimento.  Nossa vida é baseada de sonhos e interesses próprios. Nem sempre o que está no coletivo faz parte dos nossos planos. Se você não tem sonhos e não faz planos para atingi-los, é melhor começar a sonhar e correr atrás deles, pois viver os sonhos dos outros não te fará feliz. Conhece-los é autoconhecer-se. O que importa é ter consciência das próprias atitudes e onde elas podem te levar, pois  a felicidade por prática, não é um produto e sim um jeito de ver e viver a vida. Cada um à sua maneira.

“Tenhamos em mente que não somos o que os outros pensam e, muitas vezes, nem mesmo o que pensamos ser; mas somos, verdadeiramente, o que sentimos. Aliás, os sentimentos revelam nosso desempenho no passado, nossa atuação no presente e nossa potencialidade no futuro...”  Do livro: Os prazeres da alma.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

The neverending story...

Gostaria de justificar minha ausência. Estou mudando pra outra cidade e estarei um pouco ausente até me estabilizar. Mas continuem comentando que, assim que possível, eu escrevo novos posts.


A história sem fim de hoje é de uma garota que conheceu um cara. Em quinze dias eles já estavam namorando. Um na casa do outro. Em quatro meses eles terminaram.

Abatida com o término de um “longo” namoro, eu a conheci numa boate. E desde então, toda vez que ela encontra com o dito cujo, ela me procura pra conversar a respeito.

Putz! Já tem um ano isso. O cara tá namorando e quando ela o vê, ainda insiste em algo com ele.  A última vez que aconteceu foi assim:

“tava eu na festa, no canto de boa, ai resolvi passar num camarote lá, que justamente estava o MDF (Motherfucker). Ai o sem vergonha tinha que ir onde eu tava né???! com uns papos mais estranhos... final da estória: eu tava tonta, tentei beijar ele. Aí ele não me beijou, só deu um selinho, mas ele tinha não tinha que me beijar mesmo não, porque ele tá namorando. E ai eu sei que mandei ele tomar no @%#AË$$¨”

Legal, né?! A desculpa pra não assumir os próprios atos é sempre o “eu tava tonto”. Primeiro que eu duvido que a festa tenha acontecido num cômodo de 3X2 metros, pra justificar um lugar onde seria impossível não encontrá-lo. Segundo que, se não quisesse encontrá-lo, assim que o visse era só trocar de lugar.

Tirando a questão que quatro meses não ser tempo suficiente pra criar vínculo tão avassalador, agora eu pergunto: Porque as pessoas não aceitam que não podem ficar com “um certo alguém”? É tão difícil aceitar que a pessoa que você acha perfeita, não acha que você é perfeita pra ela?

Além da obsessão que isso se tornou, ela recheia a própria vida de egoísmo onde (na cabeça dela) compensa não respeitar os desejos do outro e pagar esses micos.

Mas aí virão os defensores da causa e vão dizer que o culpado é ele, que mesmo namorando, deu de cima dela. É mesmo?! Ahhh, tadinha! A mesma coisa seria falar que o leão do zoológico é manso. Se você não quer correr o risco de ser comida, não chegue perto da jaula.

O problema das pessoas é arrumar desculpa pra tudo. É ficar enchendo a cabeça das pessoas com suas fraquezas, ao invés de buscar autoconhecimento e se tornar uma fortaleza e não depositar a própria felicidade em ninguém.

Como disse Mahatma Gandhi (não, não foi Renato Russo, rsrs): “Tudo é dor. E toda dor vem do desejo de não sentirmos dor”. As pessoas estão constantemente fugindo da dor, buscando não sofrer, mas isso gera um sofrimento muito maior. Estamos acostumados a uma sociedade onde temos que parecer ser feliz, parecer ter dinheiro, parecer não sofrer. Só que “parecer” é sofrer em dobro. Viver uma vida platônica não é o ideal e nunca será.

O problema não é o que as pessoas nos proporcionam, e sim o que nós nos permitimos proporcionar. A solução pra isso é a busca do autoconhecimento, e mesmo assim eu sou obrigado a escutar coisas como: “pior é que eu tenho consciência disso tudo”. Ok, já tem consciência. Agora põe em prática!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Os prazeres do corpo e as dores da alma...

Outro dia me questionaram (anonimamente) se eu já fui amado de verdade. Na visão das minhas namoradas, eu tenho certeza que elas me amaram.  Mas na minha visão, não.

Eu não sei se quem fez essa pergunta é uma ex-namorada, mas antes que se “emputeça” (rsrs),  espero que termine o texto e não tire conclusões precipitadas.

As pessoas se relacionam pelos motivos errados. E a maioria está com ou à espera de alguém com o intuito de encontrar a felicidade e o amor.  Porém a maioria não sabe nem a hora que tá com fome, quanto menos o que é amor e felicidade.

Existem duas coisas que eu não quero pra mim: uma é a responsabilidade de fazer alguém feliz. E outra é deixar a minha felicidade na mão de alguém. Já o amor, é um potencial humano. É um estilo de vida a ser praticado.

Partindo do pressuposto que a gente só consegue dar aquilo que temos, como é que alguém consegue dar amor, quando não se tem amor próprio? Acho que todo mundo já escutou a frase “amai-vos uns aos outros como a ti mesmo”. Não seria então necessário, primeiro desenvolver o amor próprio, para depois pensar amar alguém? Só que a maioria se relaciona com outros (as) para satisfazer o exibicionismo, narcisismo, carência física, dependência, apego compulsivo, entre outros. E assim pensam terem encontrado a felicidade e estarem sendo amados.

Mas aí o “love” acaba. O que acontece??? O mundo desaba. Quem é que não conhece alguém que não consegue viver sem a outra pessoa? Que viu o drama de alguém com o fim de um relacionamento?

Imagine que você é um banco, onde a felicidade é o dinheiro e o amor é o jeito que o dinheiro é aplicado. Porém, a única pessoa que aplica o dinheiro é companheiro (a). Agora imagine que a única pessoa que fazia depósito não mais o faz, e ainda por cima retirou todo o saldo da conta. É lógico que o mundo pra essa pessoa acaba. Todo o “dinheiro” que tinha, ela deixou nas mãos de outra pessoa.

Mas existe outro lado que é ainda mais destrutivo: que é o “depositante”. Alimentar a felicidade de alguém é como fornecer drogas. A pessoa vicia e faz de tudo para manter o vício. Porém não é fácil perceber que você é um “traficante” pra essa pessoa. É necessário muito autoconhecimento para compreender as atitudes e comportamento do próximo, e da mesma maneira que o amor, a gente só consegue conhecer o próximo a partir do momento em que nos conhecemos.

A coisa que eu mais desejo é que as pessoas sejam felizes. Mas como disse, eu não quero essa responsabilidade. Quero apenas acrescentar e fornecer meios que as pessoas a atinjam e realizem seus sonhos, caso estes estejam ao meu alcance.

Certa vez, reclamaram pra mim que gostaria que o que eu estava fazendo fosse único, e o fato de ter feito pra outra a incomodava. O que não era compreensível pra ela é que o que eu fazia não era pra ela, mas era parte de mim. É meu jeito. Diferente de quem leva café na cama pra agradar, eu levo por que eu gosto.
O término de meus relacionamentos teve forte influência da dependência que minhas namoradas tinham de mim. Eu não as culpo. Eu tenho plena consciência de que a culpa é minha, porque eu era o “traficante”. E quando eu não podia alimentá-las do seu vício, inconscientemente era gerada muita cobrança. E com isso não restava tempo pra mim mesmo.

Pior não é aquele que precisa da droga, mas aquele que precisa fornecer a droga. E com isso eu justifico a minha solteirice. Não é que não queira me relacionar com ninguém. Muito pelo contrário, quero sim. Só não encontrei (ainda) alguém que seja capaz de entender o que eu posso proporcionar sem me fazer sentir culpado de alimentar um vício.

A nossa vida deve ser moldada por nossos sonhos. É através de nossas realizações que conseguiremos ser felizes. E avaliando os meus relacionamentos, em algum momento eu percebi que, meus sonhos não poderiam ser alcançados. Às vezes o que impedia não necessariamente foi a pessoa, mas o momento de vida em que nos encontrávamos. Às vezes sua percepção do mundo é muito diferente de outra pessoa, e esperar que esta entre em sintonia com você pode impactar seriamente nos seus planos. E abrir mão dos meus sonhos não é um deles.

Eu não quero ser injusto e nem ingrato com elas. Cada um tem uma visão do que é amor. Mas para se permitir ser amado por alguém, primeiro é preciso desenvolver a consciência de que já conseguiu amor próprio suficiente. 

Quando buscamos a felicidade por nós mesmos, só nos resta relacionar com outra (o) para acrescentar e ser acrescentados. Não vejo motivos para se relacionar com alguém que impeça o outro crescer, seja na vida material, pessoal, profissional, educacional ou qualquer outra área.

"A condição ideal para se relacionar com alguém e partilhar o amor, é não impedir que o outro cresça como indivíduo". Do livro "Os prazeres da alma".

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O real não é o ideal...

Esse post é baseado em um dos comentários do post “Love Rehab”...


Sim. A vida é feita de escolhas. E ficar com alguém é uma delas.

Sendo um pouco mais teórico agora, pra quem não conhece, Maslow desenvolveu a famosa pirâmide de Hierarquia de Necessidades, onde cada um tem de "escalar" uma hierarquia para atingir a sua auto-realização. De acordo com essa hierarquia, as necessidades de nível mais baixo devem ser satisfeitas antes das necessidades de nível mais alto.
Essa Pirâmide é definida da seguinte forma:



Mas o que isso tem haver com o assunto? Não sei se você reparou, mas SEXO é uma necessidade fisiológica, e não tem nada a ver com amor. Não é que sexo com amor não seja melhor, muito pelo contrário, sexo com amor é o ideal. Mas independente de amor, sexo é necessário da mesma forma que comer, beber e dormir.

Porque as pessoas buscam esse refúgio (ou sexo pra quem preferir) fora dos seus relacionamentos?! Estar excitado, se aventurar, ter prazer e fazer sexo com desejo vai mais além do que o sexo rotineiro. Aquele sexo em que nos sentimos obrigado a fazer por termos assumido um compromisso. Esse sexo é chato pra caralho!!! Bom mesmo é o sexo em que, você tem um momento de cumplicidade com outra pessoa (um bom papo, momentos divertidos, aventuras...) e com isso você se excita. (Pra quem não entende o que “excitar”, aqui vai o significado: Estimular-se, animar-se; encolerizar-se, exaltar-se.).


Acontece que as pessoas deixam a "excitação" morrer no relacionamento, por vários motivos como problemas financeiros, manias individuais não suportadas pelo(a) outro(a) , etc. Apesar de o sexo ser fisiológico, a excitação é psicológica e, como necessidade fisiológica, o sexo tem que acontecer. A busca disso fora dos relacionamentos só retrata o quanto nossas necessidades básicas são importantes.

Por isso elas se chamam "NECESSIDADES BÁSICAS". =). E com isso surge a necessidade do "Sexo sem compromisso". =) (de novo)...


Muitas pessoas tentam se auto convencer de que isso é bobagem, ou justificam com “ele(a) é um bom pai/mãe” ou que “ele(a) é bom(a) pra minha família” e etc... Mas no final, sempre voltamos á pirâmide de necessidades de Maslow, onde, por mais que tentamos fugir ou justificar, em algum momento nosso corpo clama por nossas necessidades, e de uma maneira ou de outra a gente dá um jeito de atendê-las.
Mas por que é que perdemos o interesse tão rápido, após viver algo tão intenso?!

Não existe uma resposta pronta, porque os motivos são pessoais. Cada caso é um caso. E é exatamente após ter buscado suas necessidades básicas, você volta à realidade, e com isso o interesse some. Imagine você com vontade de comer um BigMac, mas na sua cidade não tem McDonald’s. Essa necessidade será satisfeita quando tiver a oportunidade e desaparecerá com o fato consumado, até que a necessidade/vontade surja novamente.

Ficar com alguém é uma questão de escolha que envolve atingir um dos níveis da Pirâmide das necessidades de Maslow. Resta-nos saber em qual nível priorizamos nossos relacionamentos. Pular etapas em nossas vidas, pode fazer com que continuemos a viver amores e relacionamentos platônicos.


Pra quem quiser saber um pouco mais sobre Maslow...
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hierarquia_de_necessidades_de_Maslow